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Artigos Empório do Direito – Cerejas jurisprudenciais e doutrinárias

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ARTIGO

Cerejas jurisprudenciais e doutrinárias

O artigo aborda os dilemas da cognição e tomada de decisão no processo penal, explorando a noção de "antifragilidade" proposta por Nassim Nicholas Taleb. Os autores argumentam que a compreensão dos riscos e incertezas inerentes ao processo deve incluir a consideração de provas desfavoráveis, evitando a omissão como forma de fortalecer uma versão. A análise propõe uma abordagem mais crítica e consciente sobre a argumentação jurídica, destacando a importância de estar preparado para o imponderá...

Alexandre Morais da Rosa
10 mai. 2015 12 acessos
Cerejas jurisprudenciais e doutrinárias

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda uma série de temas relacionados à cognição e tomada de decisão no processo penal, iniciando pela discussão das armadilhas cognitivas, como os vieses de confirmação, e seu impacto na análise das provas, abordando a ideia de “Antifrágil” de Nassim Taleb, que propõe que se deve estar preparado para o imprevisível e agir em função do que não se deve fazer.

Ele explora a percepção de que, muitas vezes, alegações no processo penal são apenas parciais, omitindo informações cruciais, sugerindo que a verdadeira análise deve incluir tanto aspectos favoráveis quanto desfavoráveis. O autor discorre sobre o desconhecimento do futuro e a inevitabilidade da incerteza no contexto jurídico, alertando para a fragilidade das provas e a necessidade de um entendimento crítico sobre as expectativas de comportamento e os múltiplos fatores que influenciam a decisão judicial.

Além disso, o texto destaca a importância da argumentação jurídica e critica a prática de apresentar somente os melhores argumentos, enfatizando que ignorar as evidências contrárias pode comprometer a credibilidade da argumentação. Por fim, o artigo sugere que o processo penal não é isolado e que fatores externos e internos influenciam as decisões, requerendo uma abordagem mais abrangente e crítica por parte dos agentes envolvidos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Cerejas jurisprudenciais e doutrinárias" por Alexandre de Morais da Rosa e Giseli Caroline Tobler.

  • Dilemas da cognição no processo penal: Discussão sobre a tomada de decisão e os desafios da cognição no contexto jurídico, explorando a influência de vieses e limitações cognitivas.
  • Noção de Antifrágil: Introdução ao conceito de 'antifragilidade' de Nassim Nicholas Taleb, destacando a importância de estar preparado para eventos incertos e como isso se aplica ao Direito.
  • O conhecimento pela subtração de erros: A ideia de que evitar e desconfirmar expectativas é mais produtivo do que simplesmente buscar confirmações, preparando melhor os agentes para o inesperado.
  • A influência do caos e da incerteza: Reflexão sobre como a aceitação da incerteza e do caos pode melhorar a capacidade cognitiva dos atores jurídicos e a efetividade do processo penal.
  • Critica ao viés de confirmação: Análise dos perigos de se concentrar apenas na prova favorável, deixando de lado a análise crítica das evidências contrárias.
  • Multiversos simbólicos na decisão judicial: A complexidade das decisões judiciais e a interconexão entre os diversos fatores sociais, políticos e emocionais que influenciam o julgamento.
  • A fragilidade das partes no processo: Discussão sobre a maneira como a fragilidade de testemunhas e evidências pode impactar o resultado do processo penal.
  • A importância de uma argumentação jurídica robusta: A necessidade de enfrentar as objeções durante o processo e não apenas apresentar a versão idealizada, evitando a 'fragilidade' na argumentação.
  • Perigos da superexposição da versão favorável: Riscos de se tentar "dourar a pílula" em argumentações jurídicas, que pode levar à perda de credibilidade se não considerar as críticas e os elementos adversos.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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