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Artigos Conjur – Avelar e Faucz: A utilização do inquérito policial em plenário

ARTIGO

Avelar e Faucz: A utilização do inquérito policial em plenário

O artigo aborda a influência do inquérito policial na formação da convicção dos jurados durante o Tribunal do Júri, destacando a importância de que as decisões sejam baseadas apenas em provas produzidas em juízo, respeitando o contraditório e a imediação. Os autores argumentam que a utilização de elementos indiciários, oriundos da fase investigativa, pode comprometer a imparcialidade do julgamento, e propõem a exclusão dessas provas para garantir um processo mais justo e racional. Essa discus...

Daniel Avelar, Rodrigo Faucz
11 mar. 2021 43 acessos
Avelar e Faucz: A utilização do inquérito policial em plenário

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexa relação entre o inquérito policial e o Tribunal do Júri, discutindo se e como o inquérito pode influenciar a convicção dos jurados, além de analisar sua função dentro do processo penal.

Os autores argumentam que a formação da convicção no júri deve se basear nas provas apresentadas em plenário, conforme estabelecido pelo Código de Processo Penal. Também é discutido o impacto das modificações trazidas pela Lei 13.964/2019, que restringe o acesso do juiz de julgamento ao inquérito para evitar contaminação da decisão. O texto critica a permissividade atual que permite o uso de relatos colhidos durante a investigação, enfatizando as garantias de imediação e oralidade, e a importância de decisões embasadas em provas produzidas em contraditório. Os autores sustentam que a manutenção de elementos da fase investigativa confunde os jurados e compromete a justiça do processo, propondo que apenas provas cautelares ou irrepetíveis sejam admissíveis.

Assim, a discussão inclui referências a disposições legislativas, a crítica ao modelo inquisitorial e a necessidade de garantir um julgamento verdadeiramente democrático, onde a credibilidade das provas seja avaliada de forma adequada pelos jurados. Por fim, mencionam a necessidade de alterações legislativas para fortificar as garantias processuais no Tribunal do Júri.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Tribunal do Júri: a utilização do inquérito policial em plenário", escrito por Daniel Ribeiro Surdi de Avelar e Rodrigo Faucz.

  • Impacto do Inquérito Policial na Convicção dos Jurados: Discussão sobre se o inquérito pode influenciar indevidamente a formação da convicção dos jurados durante o julgamento.
  • Função do Inquérito Policial: Análise do artigo 155 do CPP, que determina que a convicção do juiz deve ser baseada em provas produzidas em juízo, enfatizando a importância do contraditório.
  • Pacote "Anticrime" e Acesso ao Inquérito: Abordagem sobre como o pacote legal limita o acesso ao inquérito policial ao juiz de garantias, visando preservar a imparcialidade no julgamento.
  • Provas e Credibilidade: Discutem-se as regras de validade probatória, que requerem que as provas sejam produzidas em contraditório e sob a supervisão do julgador, com enfoque em garantir a imediação e oralidade.
  • Utilização do Inquérito no Plenário: Crítica à prática de permitir que elementos colhidos na fase investigativa sejam usados no julgamento, o que pode gerar confusão cognitiva nos jurados.
  • Reformas Legislativas Necessárias: Enfoque nas alterações propostas, como a exclusão dos elementos informativos da fase investigativa durante o júri, para mitigar influências indevidas.
  • Direito ao Confronto: Importância da produção da prova oral em audiência pública, permitindo o exame cruzado, conforme discussões sobre o direito ao confronto e sua aplicação no tribunal do júri.
  • Conclusão sobre a Exclusão da Prova Inquisitorial: Defende-se que a exclusão de informações da fase investigativa é crucial para evitar confusões e garantir a justiça no julgamento, respeitando as garantias processuais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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