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Artigos Conjur – Diário de Classe: Processo eletrônico e exclusão digital

ARTIGO

Diário de Classe: Processo eletrônico e exclusão digital

O artigo aborda as preocupações geradas pela implementação do processo judicial eletrônico no Brasil, enfatizando que essa digitalização não deve resultar em exclusão digital dos cidadãos. Os autores discutem como a virtualização dos processos judiciais pode afetar o acesso à justiça, destacando problemas enfrentados por advogados e partes, como a dependência de sistemas operacionais específicos e a necessidade de certificados digitais. Além disso, alertam para o risco de criar uma “sub-ciber...

Alexandre Morais da Rosa
19 jul. 2014 24 acessos
Diário de Classe: Processo eletrônico e exclusão digital

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a transformação do sistema judiciário com a implementação do processo judicial eletrônico, destacando a preocupação com a exclusão digital que essa mudança pode provocar.

Os autores discutem a história da internet e seu impacto nas interações sociais e no acesso à justiça, ressaltando as dificuldades enfrentadas por profissionais do direito, especialmente aqueles menos familiarizados com a tecnologia, como advogados mais velhos ou com deficiências. A análise se concentra na Resolução 185/2013 do CNJ, que determina a adoção do sistema PJe por todos os tribunais, gerando debates sobre a viabilidade e os custos envolvidos para alguns tribunais que já investiram em seus sistemas próprios. O texto menciona casos concretos de exclusão digital, como advogados impedidos de trabalhar devido à incompatibilidade de sistemas e problemas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Os autores alertam para os riscos de criar uma nova forma de subcidadania, onde a falta de acesso a tecnologias e à informação possa limitar o exercício pleno da advocacia e, consequentemente, o direito ao acesso à justiça. Além disso, é feita uma crítica ao fato de que a informatização do poder judiciário, inicialmente concebida para facilitar o acesso à informação, pode se tornar uma mercadoria, refletindo uma preocupação com o impacto econômico e social dessas reformas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Processo judicial eletrônico não pode ser vetor da exclusão digital", de Rafael Tomaz de Oliveira e Alexandre Morais da Rosa.

  • Histórico da Web e Acessibilidade: A criação da WWW por Tim Berners-Lee e sua importância para o acesso à informação e compartilhamento de pesquisas.
  • Impacto da Virtualização na Justiça: Reflexão sobre a dependência da justiça em um sistema digital e os riscos de colapso em caso de falha na internet.
  • Direito à Cidadania e Acesso à Justiça: A importância do acesso à justiça e as repercussões da virtualização sobre a democracia e o direito fundamental ao contraditório.
  • Resolução 185/2013 do CNJ: A obrigatoriedade da implementação do sistema PJe e as consequências para tribunais que já investiram em sistemas próprios.
  • Desafios da Implementação: Problemas enfrentados na transição para o PJe, incluindo mandados de segurança e a insatisfação de advogados e empresas de informática.
  • Exclusão Digital: Casos específicos de profissionais do direito afetados pela digitalização, incluindo advogados com deficiência e aqueles incapazes de operarem sistemas eletrônicos.
  • Implicações Éticas e Sociais: Considerações sobre a criação de uma "sub-cibercidadania" e os desafios da inequidade no acesso às novas tecnologias judiciais.
  • Comercialização da Justiça: Crítica à transformação do processo judicial eletrônico em um negócio lucrativo, desvirtuando seu propósito original de acessibilidade.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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