Eduardo Newton: Um passo modesto com as audiências de custódia
O artigo aborda a necessidade de avanços nas audiências de custódia no Brasil, refletindo sobre a importância do direito de ser apresentado rapidamente a uma autoridade judicial. O autor discute as limitações do uso de tecnologia, como a videoconferência, e critica a proposta de celebração de acordos durante essas audiências, argumentando que tal prática pode perpetuar injustiças e ferir garantias fundamentais. Além disso, sugere passos modestos, como o estrito cumprimento da Resolução 213 do...

O artigo aborda a temática das audiências de custódia, destacando a importância do direito de ser apresentado rapidamente à autoridade judicial para aqueles que estão privados de liberdade.
Apresenta críticas à proposta de realizar audiências por videoconferência, argumentando que o contato visual direto entre o magistrado e o custodiado é essencial e criticando a falta de previsão legal para tal prática. A discussão também inclui a defesa do "princípio" da eficiência em relação à possibilidade de celebração de acordos na audiência de custódia, apontando que essa abordagem pode perpetuar um sistema de investigação ineficaz e prejudicar a universalização dos direitos fundamentais no Brasil.
Ademais, o texto defende a necessidade de observar a legalidade na realização das audiências, como um passo modesto para melhorar o sistema, ressaltando que a eficiência não deve sobrepor os direitos constitucionais e a justiça social.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo “Prefiro dar um passo modesto com as audiências de custódia”, escrito por Eduardo Januário Newton.
- Reflexão sobre Audiência de Custódia: A necessidade de respeito ao direito de apresentação imediata à autoridade judicial para pessoas privadas de liberdade.
- Desafios na Implementação: Dificuldades na plena execução da Resolução 213 do CNJ, com destaque para a condição continental do Brasil.
- Uso de Tecnologia: Proposta de realização de audiências de custódia por videoconferência e as críticas à sua adequação.
- Princípio da Eficiência: Discussão sobre a proposta de acordos nas audiências de custódia e os riscos de comprometer direitos fundamentais.
- Consequências da Negociação: Possíveis impactos da celebração de acordos nas audiências de custódia, incluindo uma possível criminalização secundária.
- Crítica ao Modelo de Investigação: A perpetuação de práticas consideradas ultrapassadas e a dependência de depoimentos de agentes estatais.
- Legislação e Jurisprudência: A importância de se observar a legalidade conforme a Resolução do CNJ e as jurisprudências vigentes.
- Soluções Propostas: A necessidade de um avanço modesto, respeitando a legalidade e os direitos humanos, mesmo dentro das limitações do sistema judicial.
- Sustentação Constitucional: Advocacia por uma abordagem que respeite os direitos constitucionais frente às pressões por eficiência.
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