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Artigos Conjur – Policial não age em legítima defesa

ARTIGO

Policial não age em legítima defesa

O artigo aborda a questão da legítima defesa no contexto da atuação policial, especialmente à luz do caso de Lázaro, morto em confronto com a polícia. Os autores, Pierpaolo Cruz Bottini e Tiago Rocha, ressaltam que a legítima defesa se aplica a cidadãos diante de agressões quando o Estado não está presente, enquanto os policiais devem agir dentro dos limites do cumprimento de dever legal, o que exige proporcionalidade e a utilização de meios menos violentos. As condutas violentas dos agentes ...

Pierpaolo Cruz Bottini
30 jun. 2021 13 acessos
Policial não age em legítima defesa

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a distinção fundamental entre a legítima defesa do cidadão em confronto com a atuação do agente de segurança pública, particularmente em casos de uso da força.

Os autores, Pierpaolo Cruz Bottini e Tiago Rocha, discutem a natureza da legítima defesa, que é uma reação do indivíduo diante de uma agressão injusta, e como essa noção não se aplica aos policiais, que devem agir de acordo com rigorosos padrões de legalidade e proporcionalidade. Em particular, falam sobre a função do Estado como detentor do monopólio da violência, enfatizando que a atuação policial deve ser racional e organizada, sem margem para excessos que poderiam ser toleráveis em uma situação de legítima defesa particular. Eles exploram a legislação pertinente, como o Código Penal Militar e a Lei 13.060/2014, que regulam o uso da força pelos agentes de segurança, e destacam que incidentes de autoria policial, como a morte de Lázaro, não devem ser considerados legítima defesa, mas sim como eventos que requerem investigação rigorosa quanto à proporcionalidade da força utilizada.

Os autores também refletem sobre as implicações sociais e éticas do uso desmedido da violência pelo Estado e a necessidade de um debate mais amplo sobre segurança pública que não se baseie na ideia de violência como solução.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Policial não age em legítima defesa" por Pierpaolo Cruz Bottini e Tiago Rocha.

  • Legítima defesa e ação policial: Explicação sobre a legítima defesa como a reação do cidadão a uma agressão injusta, contrastando com o papel do policial, que deve agir de forma estruturada e proporcional.
  • Monopólio da violência: Discussão sobre como o Estado exerce o monopólio da violência e a expectativa de que os agentes de segurança pública reiterem essa prerrogativa sem desproporcionalidade.
  • Exceções ao uso da força: Abordagem sobre quando um policial pode usar força, diferenciando entre legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal, que tem limitações mais rigorosas.
  • Legislação pertinente: Citação de diversos diplomas legais que regulam a atuação dos agentes de segurança, como o Código Penal Militar e a Lei 13.060/2014, estabelecendo limites ao uso da força.
  • Casos controversos: Análise de casos específicos, como o de Lázaro, onde o uso excessivo da força por policiais não deve ser considerado legítima defesa, mas sim uma ação que requer investigação adequada.
  • Violência policial e sociedade: Reflexão sobre como o uso da violência excessiva, mesmo contra indivíduos considerados perigosos, pode resultar em consequências imprevisíveis e socialmente prejudiciais.
  • Distinção crítica: Enfatiza a importância de reconhecer a diferença entre legítima defesa e cumprimento do dever legal no contexto jurídico, essencial para a mitigação da violência tolerada no país.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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Pierpaolo Cruz BottiniAdvogado e professor de direito penal da USP.

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