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Artigos Conjur – Julgador capaz de caminhar pela internet será bem-vindo

ARTIGO

Julgador capaz de caminhar pela internet será bem-vindo

O artigo aborda a perspectiva crítica de Paulo Ferrareze Filho sobre a jurisprudência, examinando a tensão entre a multiplicidade da decisão judicial e a inércia de julgadores limitados por preconceitos e referências tradicionais. Ferrareze cita Deleuze e Warat para discutir a importância da empatia, destacando que a verdadeira capacidade de julgar vai além da qualificação formal, exigindo um deslocamento ético e a construção de narrativas ricas. O texto enfatiza a necessidade de uma abordage...

Paulo Ferrareze Filho
21 jul. 2014 9 acessos
Julgador capaz de caminhar pela internet será bem-vindo

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a reflexão sobre a jurisprudência a partir da perspectiva de filósofos como Deleuze e Warat, discutindo o papel do julgador na construção de decisões judiciais e a complexidade inerente a esse processo.

Inicialmente, explora a crítica de Warat à visão de Deleuze sobre a jurisprudência como um espaço de materialização da diferença, destacando que o julgamento muitas vezes se prende a referências e significados pré-estabelecidos, resultando em uma hermenêutica do conforto que limita a pluralidade. Através da análise da capacidade empática e da necessidade de um julgador que não apenas formalmente apto, mas substancialmente consciente, o artigo enfatiza a importância do deslocamento e da observação crítica no entendimento dos casos. Além disso, discorre sobre a substituição de genealogias por geologias na observação ética, que implica uma interação mais profunda com o outro, reforçando a ideia de que o julgamento deve ser horizontal e não vertical.

A citação de Warat sobre a constituição do sujeito a partir do outro e a referência ao julgador como um "caminhante" indica que a verdadeira compreensão e mudança vêm do movimento e da troca de perspectivas, culminando na necessidade de uma crítica efetiva que seja capaz de transformar realidades, em vez de meramente resolver processos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Julgador capaz de caminhar pela internet será bem-vindo", escrito por Paulo Ferrareze Filho.

  • Jurisprudência como Pulsão: Reflexão sobre a jurisprudência como uma força vital que dá significado e complexidade ao sistema jurídico, com críticas à visão de Deleuze.
  • A Crítica de Warat: Discurso de que a ideia de multiplicidade na jurisprudência ignora a realidade dos julgadores que operam sob hermenêutica do conforto e imobilismo.
  • Empatia no Julgamento: A distinção entre a capacidade formal e a necessidade de uma real empatia para um julgamento adequado, destacando a importância da observação crítica.
  • Complexidade e Narrativa: A necessidade de uma observação profunda que vai além da formalidade, enfatizando a complexidade e a relação dos casos na prática judicial.
  • Caminhar como Metáfora do Julgador: A ideia de que a capacidade de se deslocar fisicamente, assim como pela internet, permite uma nova perspectiva na análise dos casos, em paralelo ao Pretor Peregrino romano.
  • Caminho do Judiciário: A crítica à abordagem vertical dos julgamentos e a proposta de uma visão horizontal que busca resolver conflitos em vez de apenas processos, destacando a importância do diálogo e da relação com o outro.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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Paulo Ferrareze FilhoPsicanalista, professor e pesquisador (IP/USP).

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