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Artigos Conjur – Maior racionalidade na pronúncia: evolução jurisprudencial (final)

ARTIGO

Maior racionalidade na pronúncia: evolução jurisprudencial (final)

O artigo aborda a evolução jurisprudencial em relação à racionalidade na decisão de pronúncia no Tribunal do Júri, enfatizando a importância do cumprimento das normas processuais, especialmente no reconhecimento pessoal. Destaca-se a fragilidade de provas testemunhais, especialmente aquelas oriundas de depoimentos colhidos na fase investigativa e dei "ouvir dizer", além da necessidade de garantir a validade do reconhecimento, que deve respeitar as diretrizes do artigo 226 do CPP. Por fim, o t...

Daniel Avelar, Denis Sampaio, Rodrigo Faucz
23 jul. 2022 18 acessos
Maior racionalidade na pronúncia: evolução jurisprudencial (final)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a evolução jurisprudencial em torno da decisão de pronúncia, destacando temas cruciais para a busca de maior racionalidade nesse processo.

Inicialmente, discute a importância dos indícios de autoria e do reconhecimento pessoal, evidenciando que a jurisprudência atual considera inválido o reconhecimento realizado em desconformidade com o artigo 226 do Código de Processo Penal, afetando sua validade como fundamento para a condenação. Em seguida, trata dos vícios na pronúncia, permitindo a impugnação mesmo após a condenação, especialmente se baseada em provas colhidas apenas na fase investigativa ou em testemunhos de "ouvir dizer", que são considerados insuficientes.

O texto também destaca a fragilidade da memória como fonte de prova, enfatizando a necessidade de um controle mais rigoroso na admissibilidade das provas no Tribunal do Júri. Por fim, conclui que a decisão de pronúncia deve ser vista como uma proteção ao acusado, exigindo uma análise cuidadosa das provas para evitar o comprometimento do devido processo.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Em busca de uma maior racionalidade na pronúncia: evolução jurisprudencial" pelos autores Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, Denis Sampaio e Rodrigo Faucz.

  • Reconhecimento Pessoal e Fotográfico: Discussão sobre a jurisprudência atual do STJ, que considera inválidos os reconhecimentos que desrespeitam o artigo 226 do CPP, e que a fragilidade da prova do reconhecimento deve ser levada em conta ao fundamentar condenações.
  • Vícios na Decisão de Pronúncia: Análise dos vícios de fundamentação na decisão de pronúncia, admitindo a possibilidade de impugnação mesmo após a condenação, especialmente quando fundamentadas em depoimentos colhidos apenas na fase investigativa.
  • Regulamentação do Reconhecimento: Definição de três teses sobre o reconhecimento pessoal, enfatizando a necessidade de seguir os procedimentos legais e as consequências da inobservância dessas normas.
  • Importância da Memória na Prova Testemunhal: Reflexão sobre a falibilidade da memória e como isso deve influenciar a análise crítica das provas apresentadas durante o processo judicial.
  • Compromisso dos Julgadores com a Racionalidade: A necessidade de que os juízes realizem uma análise detalhada do material probatório para evitar vícios que possam comprometer decisões do Tribunal do Júri.
  • Padrão Probativo para Decisão de Pronúncia: Argumento de que o padrão probatório necessário para a pronúncia deve ser distinto do padrão exigido para a condenação final, visando preservar os direitos do acusado.
  • Busca pela Racionalidade na Decisão de Pronúncia: Conclusão sobre que a decisão de pronúncia deve ser vista como uma etapa fundamental que garante direitos ao acusado, promovendo uma análise mais rigorosa e consciente das provas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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