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Artigos Empório do Direito – Justiça restaurativa e violência doméstica: yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…

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ARTIGO

Justiça restaurativa e violência doméstica: yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...

O artigo aborda a justiça restaurativa no contexto da violência doméstica, discutindo a necessidade de um novo modelo de resolução de conflitos que priorize a reparação e o diálogo entre vítimas e agressores. A autora, Soraia da Rosa Mendes, critica a implementação inadequada da Lei Maria da Penha e a falta de estruturas adequadas para o acolhimento de vítimas, apontando que, apesar das promessas de eficiência, a realidade jurídica ainda perpetua a subjugação das mulheres. A reflexão central ...

Soraia Mendes
12 mai. 2016 15 acessos
Justiça restaurativa e violência doméstica: yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda o conceito de justiça restaurativa e sua relação com a violência doméstica, ressaltando a necessidade de um modelo que vá além da punição e retribuição, promovendo a reparação e reintegração das partes envolvidas.

Explora as experiências e práticas de mediação comunitária e a formação de mediadores, enfatizando que a justiça restaurativa visa o diálogo e a corresponsabilidade entre vítimas e agressores. Discute a complexidade das condições sociais que dificultam a implementação eficaz desse modelo, especialmente em contextos de subjugação feminina e na atual estrutura do sistema judiciário brasileiro, que ainda carece de juizados especializados e acolhimento multidisciplinar. O texto critica a predominância do princípio da eficiência nas decisões judiciais e questiona se essa lógica pode verdadeiramente atender às necessidades de restauração e resolução das violência doméstica.

Por fim, a autora ressalta a importância de transformar a experiência de vítimas em um processo que supere a visão reducionista de meros números e conflitos, propondo um aprofundamento nas estruturas de apoio a vítimas e agressores que promova uma verdadeira mudança na abordagem da violência de gênero no Brasil.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Justiça restaurativa e violência doméstica: yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay..." por Soraia da Rosa Mendes.

  • Conceito de Justiça Restaurativa: Discussão sobre o distanciamento das soluções que priorizam a retribuição e o enfoque na mediação e compensação dos conflitos.
  • Modelos de Resolução de Conflitos: Análise da presença de um novo modelo de justiça que envolve a comunidade e não apenas o sistema judiciário tradicional, incluindo exemplos de mediação e círculos decisórios.
  • Acordos Restaurativos: Importância de construir acordos que visem a reparação e reintegração das partes envolvidas no conflito, ressaltando a corresponsabilidade.
  • Desafios da Autonomia nas Demandas de Violência Doméstica: Reflexões sobre a possibilidade de real autonomia e diálogo em um contexto marcado pela subjugação da mulher.
  • Implementação da Lei Maria da Penha: Crítica à falta de efetividade na criação de juizados especializados e no acolhimento multidisciplinar em diversas regiões do Brasil.
  • Modelo Penal e Violência contra a Mulher: Discussão sobre a inadequação do sistema penal atual para proteger as mulheres e a produção ideológica que perpetua a violência de gênero.
  • Eficiência no Judiciário: Análise sobre como o princípio da eficiência influencia a práxis judiciária, muitas vezes em detrimento da solução justa e eficaz para os conflitos.
  • Pesquisa sobre Soluções de Conflitos: Apresentação de pesquisa realizada que mostra a variabilidade das soluções adotadas pelos juizados de violência doméstica no Distrito Federal.
  • Necessidade de Novos Paradigmas: Chamado à necessidade de criar juizados efetivos e redes de apoio para atender as vítimas de violência de forma adequada.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Soraia MendesJurista, professora, pesquisadora e advogada com atuação e obras reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. É pós-doutora em Teorias Jurídicas Contemporâneas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; doutora em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília – UnB; mestra em Ciência Política, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; e pós-graduada em Direitos Humanos pelo Instituto de Filosofia Berthier – IFIBE.

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