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Artigos Conjur – Enunciado da Enfam mostra juízes contra contraditório do novo CPC

ARTIGO

Enunciado da Enfam mostra juízes contra contraditório do novo CPC

O artigo aborda a controvérsia em torno do enunciado da Enfam que desmerece o papel do contraditório substancial no novo Código de Processo Civil. Os autores, Dierle Nunes e Lúcio Delfino, criticam a resistência de parte da magistratura em aceitar a participação efetiva das partes nos processos, argumentando que isso prejudica a qualidade e a legitimidade das decisões judiciais. Além disso, o texto explora as implicações negativas dessa postura conservadora para a democratização do processo c...

Dierle Nunes
03 set. 2015 15 acessos
Enunciado da Enfam mostra juízes contra contraditório do novo CPC

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a destacada importância do contraditório no novo Código de Processo Civil (CPC) brasileiro e suas implicações para a qualidade das decisões judiciais, ressaltando a necessidade de participação ativa das partes no processo.

Trata-se da garantia de que todos os fundamentos relevantes sejam considerados, o que pode aumentar a eficiência do Judiciário e reduzir a litigiosidade. O texto critica um enunciado da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) que limita a definição de "fundamento" no art. 10 do CPC a um simples substrato fático, insinuando um retrocesso na democratização do processo. Aponta para a resistência de alguns magistrados em adotar um modelo processual participativo, que busca uma intersubjetividade entre fato e direito, refletindo um conservadorismo que ignora avanços legislativos.

O autor discorre sobre o potencial do contraditório substancial como elemento essencial para a justiça, alertando que a ausência de diálogo pode levar a decisões judiciais sem embasamento coerente e aumentar riscos de arbítrio. Por fim, o texto destaca a importância de uma vigilância crítica da doutrina sobre esses movimentos, em prol do fortalecimento do processo civil e da democracia, e observa que nem todos os juízes concordam com as restrições propostas, sugerindo um espaço para evolução nesse debate.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Enunciado da Enfam mostra juízes contra o contraditório do novo CPC", escrito por Dierle Nunes e Lúcio Delfino.

  • Importância do Contraditório: Enfatiza a função do contraditório como garantia democrática, promovendo um diálogo efetivo no processo judicial e contribuindo para decisões mais sólidas e coerentes.
  • Processo Civil Comparticipativo: Descreve a proposta do novo CPC que visa uma participação ativa das partes, transformando-as de meros alvos em artífices das decisões judiciais.
  • Impacto do Enunciado da Enfam: Critica o Enunciado 1 da Enfam que reduz a noção de "fundamento" e aparenta limitar o contraditório substancial, comprometendo a proposta de maior democratização do processo.
  • Resistência ao Novo Paradigma: Aponta o conservadorismo entre alguns juízes e suas resistências à implementação efetiva do contraditório substantivo nas decisões judiciais.
  • Desafios e Retrocessos: Aborda as dificuldades e os retrocessos legais que surgem em função do novo CPC, especialmente a resistência institucional e as tentativas de distorcer a intenção da legislação.
  • Propostas de Corrigenda: Destaca a necessidade de a doutrina apontar incoerências e de contribuir para o fortalecimento do contraditório, a fim de garantir uma evolução no processo civil brasileiro.
  • Percepção dos Juízes: Menciona que, apesar do Enunciado 1, há uma parcela significativa de juízes que se opõe a essa visão restritiva, sugerindo que a mudança de paradigma não é unânime.
  • Consequências da Nova Legislação: Debate sobre como a nova regulamentação processual poderá impactar a atuação dos juízes e a qualidade das decisões, enfatizando a importância de uma interpretação que respeite a Constituição.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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