A arquitetura do plenário do júri
O artigo aborda a inadequação da arquitetura do plenário do júri no Brasil, destacando como a disposição física das partes compromete a paridade de armas, a presunção de inocência e a efetividade do contraditório. Os autores defendem que a posição privilegiada do promotor em relação à defesa reforça um autoritarismo e desigualdade no processo penal, afetando a decisão dos jurados. A proposta de mudança arquitetônica visa restabelecer um ambiente mais justo e equitativo, refletindo uma verdade...

O artigo aborda a arquitetura do plenário do júri e suas implicações na justiça penal brasileira, destacando primeiramente a relação entre linguagem e realidade nos processos judiciais.
Em seguida, explora a estrutura física do tribunal do júri, enfatizando como a disposição das partes (acusação e defesa) prejudica o princípio do contraditório e a paridade de armas, refletindo um autoritarismo que pode violar a presunção de inocência. Os autores argumentam que a posição elevada da acusação em relação à defesa subverte a igualdade no sistema adversarial, criando uma percepção de superioridade que pode influenciar os jurados. O artigo também discute a simbologia da arquitetura do júri, como elementos visuais como vestimentas e o espaço ocupado, que comunicam significados que impactam o julgamento.
Além disso, menciona a necessidade de reformular a disposição física do tribunal para garantir a justiça, citando a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.768, que busca questionar a arquitetura cênica atual. Por fim, os autores concluem que a mudança na forma como o plenário é estruturado poderia contribuir para a construção de um sistema processual mais democrático e justo no Brasil.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo "A arquitetura do plenário do júri", escrito por Alanis Marcela Carvalho Matzembacher, Rodrigo Faucz e Denis Sampaio.
- Importância da Linguagem no Júri: Discussão sobre como a linguagem e a disposição do plenário refletem a realidade dos sujeitos envolvidos no julgamento.
- Estrutura Física do Júri: Análise da posição desigual entre a defesa e a acusação no ambiente do júri, questionando a adequação do espaço físico à função do sistema acusatório.
- Princípios Constitucionais Violados: Abordagem sobre como a arquitetura do espaço fere princípios como paridade de armas, contraditório e presunção de inocência.
- Simbologia do Ambiente Judicial: Reflexão sobre como o design físico do tribunal influencia a percepção dos jurados e a dinâmica do julgamento.
- A Ação Direta de Inconstitucionalidade: Apresentação da ADI 4.768 que questiona a arquitetura cênica das salas de audiência e propõe mudanças na disposição dos atores processuais.
- Teoria do Agir Comunicativo: Considerações sobre a teoria de Jürgen Habermas e sua aplicação na disposição das partes processuais, afetando a solução dos casos penais.
- Busca por Justiça e Equidade: Enfatização da necessidade de reestruturar o ambiente do júri para garantir uma justiça mais igualitária e democrática.
- Cultura Democrática no Processo Penal: Argumentação sobre a importância de formar uma cultura menos inquisitorial no Brasil, promovendo a desconstrução de paradigmas e a modernização do sistema judiciário.
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