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Artigos Conjur – A fundação mítica do Tribunal do Júri

ARTIGO

A fundação mítica do Tribunal do Júri

O artigo aborda a fundação mítica do Tribunal do Júri a partir do julgamento de Orestes, como narrado na obra "Eumênides" de Ésquilo. O texto explora a dinâmica entre as partes envolvidas, destacando a participação de Palas Atena como juíza, as defesas apresentadas e a discussão moral em torno da justiça. Ao final, é discutido como esse julgamento simboliza a transição da vingança privada para uma justiça coletiva, antecipando conceitos fundamentais do direito moderno.

Daniel Avelar
14 mai. 2022 20 acessos
A fundação mítica do Tribunal do Júri

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a fundação mítica do Tribunal do Júri a partir do julgamento de Orestes, destacando a figura de Palas Atena, que reuniu jurados para decidir o destino do protagonista após o matricídio.

Discorre sobre a problemática da culpa e a confissão de Orestes, que argumenta que agiu sob uma ordem divina, invocando a defesa de Apolo. A narrativa abre um debate entre a vingança e a justiça, com as Erínies como acusadoras, levando à instituição de um tribunal que simboliza a transição da justiça privada para a pública. Atena, ao presidir o júri, enfatiza a importância do silêncio e da ordem para que todos compreendam as leis e decisões.

A estratégia de defesa de Apolo desafia o conceito tradicional de maternidade, questionando a natureza do crime em relação à honra feminina. O julgamento culmina na introdução do "voto de Minerva", representando a essência do princípio in dubio pro reo e a fundação do direito moderno, assinalando uma nova era de ponderação racional nas decisões justas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O julgamento de Orestes e a fundação mítica do Tribunal do Júri", de Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

  • Biografia de Ésquilo: Nascimento, participação nas Guerras Médicas, e obras mais significativas do dramaturgo grego.
  • O Julgamento de Orestes: Contexto do julgamento mítico, com Palas Atena reunindo jurados e a dinâmica entre acusação e defesa.
  • Confissão de Orestes: O réu admite o crime, cita um coautor e argumenta a favor da inexigibilidade de conduta diversa.
  • Fundação do Tribunal do Júri: A criação do primeiro Tribunal do Júri, estabelecendo a necessidade de provas além da confissão.
  • Função educativa do júri: A importância do silêncio e da ordem durante as sessões para a aprendizagem das leis.
  • A defesa de Apolo: Apolo como testemunha, sua confissão de instigação e a implicação jurídica deste papel.
  • Argumentos morais e éticos: O debate sobre a honra de Clitemenestra e a justificativa do matricídio.
  • Decisão de Palas Atena: A juíza-presidente anuncia seu voto favorável a Orestes, invocando sobre sua própria origem divina.
  • Aspectos do julgamento: A importância do voto de Minerva e a introdução do princípio 'in dubio pro reo'.
  • Conclusão e legado: O simbolismo do julgamento como origem do direito moderno e a superação da vingança privada.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.

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