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Artigos Conjur – Delimitação do concurso de pessoas para a formação dos quesitos

ARTIGO

Delimitação do concurso de pessoas para a formação dos quesitos

O artigo aborda a importância da individualização da conduta de cada acusado no contexto do concurso de pessoas no tribunal do júri, destacando que a acusação deve descrever minuciosamente os comportamentos dos réus para assegurar o contraditório e a defesa efetiva. Os autores discutem a necessidade de se delimitar a natureza jurídica e a função de cada coparticipante, enfatizando que a simples imputação de um fato naturalístico não é suficiente. Assim, a fundamentação da pronúncia e a elabor...

Denis Sampaio
18 fev. 2023 10 acessos
Delimitação do concurso de pessoas para a formação dos quesitos

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade da decisão no tribunal do júri, focando na questão do concurso de pessoas e a necessidade de individualização das condutas dos acusados.

Inicialmente, discute-se a exigência da denúncia detalhada em relação às condutas específicas de cada réu, o que influencia decisões em várias fases do processo penal, como o recebimento da denúncia e a pronúncia. Além disso, enfatiza a importância de descrever o fato criminoso de forma precisa para assegurar o direito à defesa e a elaboração adequada dos quesitos. Outro tema central é a diferença entre os sistemas unitário formal e funcional de autor, ressaltando que, sob o novo regime do Código Penal, cada agente deve ser responsabilizado conforme sua culpabilidade, necessitando uma descrição minuciosa de suas ações no contexto do crime.

O artigo também menciona a teoria do domínio do fato, debatendo seu uso e a necessidade de especificação do comportamento dos coparticipantes para fundamentar a acusação e possibilitar a defesa. Por fim, ressalta-se a importância da elevação da qualidade das acusações e das decisões no tribunal do júri por meio de uma fundamentação sólida na pronúncia e na formulação dos quesitos, assegurando uma condenação justa e proporcional à culpabilidade de cada participante do crime.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "A delimitação teórica do concurso de pessoas para a formação dos quesitos", por Pablo Rodrigo Alflen e Denis Sampaio.

  • Complexidade da Decisão no Tribunal do Júri: A natureza subjetivamente complexa das decisões do Conselho de Sentença e do juiz presidente, dependentes de múltiplos atos processuais e probatórios.
  • Concurso de Pessoas: A necessidade de individualização da conduta de cada acusado em casos de concurso de pessoas, conforme o artigo 29 do Código Penal.
  • Fases do Procedimento Bifásico: Reflexos da individualização da conduta em várias etapas, como recebimento da denúncia, pronúncia e formulação dos quesitos.
  • Inépcia da Denúncia: A importância da descrição detalhada do fato criminoso e da conduta de cada réu para evitar a inépcia e garantir o contraditório.
  • Teoria do Domínio do Fato: Análise da teoria e sua aplicação em relação à responsabilização dos agentes, considerando a necessidade de descrever os comportamentos individuais.
  • Implicações para a Elaboração dos Quesitos: A influência da fundamentação da pronúncia na estruturação dos quesitos e na tomada de decisão no tribunal do júri.
  • Classificação dos Participantes: Discussão sobre a necessidade de se indicar a classificação de cada coparticipante, entre autor mediato, direto, coautor ou partícipe acessório.
  • Sistema Unitário Funcional de Autor: A transição do sistema unitário formal para o unitário funcional e suas implicações na responsabilização penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.

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