Direitos Fundamentais na era dos Extremos: A Exceção Como Regra Capa comum 4 agosto 2016
O livro aborda a complexa relação entre direitos fundamentais e as crescentes situações de exceção na pós-modernidade, refletindo sobre como a democracia e os direitos humanos são desafiados em um cenário marcado pela violência e pelo terrorismo. Os autores discutem a necessidade de repensar esses direitos em tempos de incerteza, onde as democracias ocidentais enfrentam dilemas éticos e práticos que podem comprometer seus princípios fundamentais. A obra provoca uma reflexão crítica sobre a co...

O livro aborda a complexa relação entre direitos fundamentais e as crescentes situações de exceção na pós-modernidade, refletindo sobre como a democracia e os direitos humanos são desafiados em um cenário marcado pela violência e pelo terrorismo. Os autores discutem a necessidade de repensar esses direitos em tempos de incerteza, onde as democracias ocidentais enfrentam dilemas éticos e práticos que podem comprometer seus princípios fundamentais. A obra provoca uma reflexão crítica sobre a contemporaneidade e a resiliência dos direitos humanos, propondo uma análise extemporânea do contexto atual.

Direitos Fundamentais na era dos Extremos: A Exceção Como Regra Capa comum 4 agosto 2016
Passados alguns anos desde o assim chamado annus mirabilis de 1989 (Häberle), com a propagação de uma certeza da vitória do liberalismo econômico e da democracia representativa ocidental, a abertura do mundo da vida às mais amplas formas de intercomunicação e a inserção da multidão no mercado de consumo, uma coletânea que (ainda) pretenda discutir a valência contemporânea dos direitos humanos parece, quando menos, intempestiva, mormente por fixar como ponto de discussão o seu antípoda par excellence, o estado de exceção. Mas aqui ingressa, entretanto, o próprio conceito de contemporaneidade, pois, conforme Barthes, ser contemporâneo é ser intempestivo, extemporâneo, mesmo imprevisto. E nada e nem ninguém supunha que, uma vez derrotados os inimigos internos e externos da democracia e dos direitos humanos, viveríamos tempos de deficium de nossas certezas e princípios fundantes da comunidade humana. E discutir a valência dos direitos humanos como modo de evicção da civitas dissolutas é isso: um extemporâneo de nosso tempo, quanto mais por que, se ficarmos no campo da violência e do terrorismo [do Estado?], [ ] as democracias ocidentais não parecem capazes de enfrentá-lo[s], a não ser que utilizem instrumentos e estratégias que ao largo minam os valores sobre os quais se fundam estas democracias [ ] (Esposito). O que nos resta, portanto, é, como López Aranguren, perceber...
Nº 319.628 em Livros
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