ARTIGO

A participação da Defensoria na formulação de políticas públicas

O artigo aborda a problemática da violência policial no Brasil, destacando a resposta do governo com a implementação de câmeras corporais para os policiais, com o objetivo de garantir maior fiscalização e responsabilidade. O texto analisa como essa medida pode impactar a conduta policial e sugere que a Defensoria Pública deve ser parte ativa na formulação de políticas públicas, promovendo um paradigma de dissuasão máxima para proteger os vulneráveis, que frequentemente são as principais vítim...

13 out. 2020 3 acessos
A participação da Defensoria na formulação de políticas públicas
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da violência policial, destacando um caso recente no Pará, onde uma abordagem policial resultou em agressão física a uma mulher.

Também são explorados dados alarmantes sobre a letalidade policial no Brasil, particularmente em relação a minorias étnicas, e como as investigações desses casos são conduzidas geralmente sem rigor, resultando na absolvição da maioria dos agentes envolvidos. A proposta de implementação de câmeras corporais para policiais é discutida como uma medida potencial para reduzir abusos, embasada em estudos que mostram a eficácia dessas câmeras em ambientes controlados. Porém, o autor argumenta que o uso dessas câmeras deve seguir um protocolo rigoroso para maximizar a responsabilidade dos policiais, evitando que eles desliguem os dispositivos à vontade.

A Defensoria Pública é identificada como uma entidade crucial na luta por políticas públicas que garantam os direitos dos vulneráveis, criticando o atual paradigma de dissuasão mínima adotado nas legislações relacionadas às câmeras corporais e reforçando a necessidade de um modelo que priorize a proteção dos cidadãos durante as interações com a polícia.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Câmeras corporais e a participação da Defensoria na formulação de políticas públicas", escrito por Fernando Antunes Soubhia.

  • Violência Policial e Letalidade: Dados alarmantes sobre a violência policial no Brasil, com destaque para as mortes decorrentes de confrontos e o perfil das vítimas.
  • Câmeras Corporais como Solução: A proposta do governo de implementar câmeras portáteis para policiais militares e seus objetivos de redução de abusos e violência.
  • Impacto das Câmeras na Comportamento Policial: Estudos que mostram a eficácia das câmeras na redução do uso da força e no aumento da responsabilidade dos policiais.
  • Protocolo de Ativação de Câmeras: Recomendações para a implementação das câmeras com a mínima discricionariedade para garantir sua efetividade.
  • Defensoria Pública como Promotora de Direitos: O papel fundamental da Defensoria na defesa dos direitos da população vulnerável e sua participação em debates legislativos.
  • Importância do Paradigma de Dissuasão Máxima: A necessidade de implementar um modelo que minimize a discricionariedade policial no uso das câmeras para garantir proteção adequada aos cidadãos.
  • Críticas ao Paradigma de Dissuasão Mínima: Análise dos riscos de um modelo que permite ao policial desligar a câmera, o que pode resultar em aumento da violência policial.
  • Participação Ativa da Defensoria na Formulação de Políticas Públicas: A importância da Defensoria na construção de normas sociais e sua atuação como Amicus Democratiae.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Fernando Antunes SoubhiaPós-graduado em Direito Penal e Processo Penal pela PUC-SP. Mestre em Criminologia e Sistema de Justiça Criminal pela University of London. Bolsista Chevening 2017-2018. Defensor Público no Estado de Mato Grosso. Vice-Diretor da ESDEP-MT. Professor de Criminologia.

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