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Artigos Conjur – Shadow AI no Direito: o risco do uso da IA nas sombras

ARTIGO

Shadow AI no Direito: o risco do uso da IA nas sombras

O artigo aborda os riscos associados ao uso não supervisionado da inteligência artificial (IA) no campo jurídico, um fenômeno conhecido como Shadow AI. A prática crescente de magistrados e advogados utilizando ferramentas de IA sem controle institucional gera preocupações quanto à imparcialidade nas decisões, ao vazamento de dados pessoais e à responsabilidade civil. A necessidade urgente de governança e políticas claras é destacada, visando mitigar os riscos e garantir a integridade do siste...

Dierle Nunes
16 dez. 2025
Shadow AI no Direito: o risco do uso da IA nas sombras

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda os riscos do uso indiscriminado de inteligência artificial (IA) no ambiente jurídico, especificamente sob a perspectiva do fenômeno denominado Shadow AI, que refere-se à adoção de ferramentas de IA sem supervisão institucional adequada.

Apresenta como magistrados e advogados utilizam essas tecnologias de forma informal, facilitada pela pressão por resultados e pela falta de diretrizes claras, o que pode levar à erosão de práticas jurídicas tradicionais. Discute ainda a utilização crescente de IA nos tribunais brasileiros e os riscos associados, como a falta de rastreabilidade, possíveis vieses nas decisões e a exposição a dados sensíveis. Existe uma crítica à crença de que a supervisão humana é suficiente para garantir a segurança, evidenciando como fatores psicológicos podem levar a erros mesmo sob supervisão.

Propõe-se que a solução para esses problemas se baseie em três eixos: educação sobre IA, regulamentos que estabeleçam padrões mínimos de uso, e infraestrutura adequada que garanta segurança e rastreabilidade. O artigo enfatiza que a governança em IA é fundamental para preservar direitos e a integridade do sistema de justiça, incentivando as instituições a investirem em capacitação e mecanismos de auditoria para controlar o uso de IA de forma responsável e transparente.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Shadow AI no Direito: o risco do uso da IA nas sombras" por Dierle Nunes.

  • Definição de Shadow AI: Uso de ferramentas de IA sem controle ou supervisão institucional por magistrados, advogados e servidores.
  • Consequências do uso indiscriminado: Riscos para a imparcialidade das decisões e aumento de erros em petições e decisões judiciais.
  • Fatores que impulsionam Shadow AI: Pressão por resultados e falta de políticas claras levam ao uso informal de IA, especialmente por profissionais jovens e tecnológicos.
  • Estatísticas do uso de IA no Judiciário: Levantamento do CNJ mostra que 45% dos tribunais brasileiros utilizam IA generativa, enquanto 57,6% fazem isso por meio de contas pessoais.
  • Riscos associados à IA: Potenciais vazamentos de dados pessoais e a propagação de vieses e erros devido à opacidade dos sistemas de IA.
  • Responsabilidade pelo uso irregular: Dificuldade em definir a responsabilidade civil e penal dos profissionais por erros gerados pela IA.
  • Educação e governança em IA: Necessidade de políticas claras e treinamento para o uso seguro de ferramentas de IA dentro das instituições jurídicas.
  • Dependência tecnológica: Riscos de deskilling e perda de habilidades críticas devido à automação excessiva de tarefas jurídicas.
  • Supervisão humana e suas fragilidades: A supervisão não garante segurança; humanos também cometem erros e podem ser influenciados por vieses cognitivos.
  • Modelo de incentivo para supervisão: Propostas para um modelo de incentivo dinâmico que estimule o pensamento crítico em momentos de incerteza da IA.
  • Importância do letramento em IA: Entendimento sobre as limitações e riscos dos sistemas de IA é crucial, mas não é suficiente para evitar erros.
  • Conclusão e recomendações: A importância de governança, condições de trabalho adequadas e literacia em IA para uma supervisão efetiva e responsável.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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