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Artigos Conjur – A competência estadual para legislar sobre ativos virtuais

ARTIGO

A competência estadual para legislar sobre ativos virtuais

O artigo aborda a questão da competência legislativa dos estados brasileiros em relação aos ativos virtuais, destacando que a Constituição de 1988 não atribui à União a exclusividade para legislar sobre esse tema. Os autores, Pedro J. T. C. Torres e Spencer Sydow, discutem a ausência de uma definição clara e unificada de ativos virtuais, bem como exemplos de iniciativas estaduais que buscam regular e incentivar o uso dessas tecnologias. A análise culmina na defesa da atuação dos estados para ...

Spencer Toth Sydow
22 jul. 2025
A competência estadual para legislar sobre ativos virtuais

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relacionados à competência dos estados para legislar sobre ativos virtuais no contexto da Constituição de 1988.

Primeiramente, discute a estrutura federativa e a distribuição de competências, destacando que ativos virtuais não estão incluídos nas matérias de competência privativa da União, conforme o artigo 22 da Constituição. Apresenta a definição de ativos virtuais, conforme a Lei nº 14.478/2022, e a posição do Banco Central sobre sua natureza, esclarecendo que não se tratam de moeda, mas de ativos que dependem da confiança entre partes. O texto também aborda a evolução da regulamentação do mercado de ativos virtuais e a legitimidade da atuação estadual, com exemplos de propostas legislativas já em andamento.

Destaca a importância de programas estaduais de incentivo para empresas do setor, ações no âmbito do turismo com a criação de “destinos cripto-friendly”, e a possibilidade de introduzir ativos virtuais no setor imobiliário. Por fim, conclui que a ausência de diretrizes federais específicas e a complexidade do tema justificam o protagonismo dos estados na regulação dos ativos virtuais, ressaltando sua relevância econômica e institucional.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A competência estadual para legislar sobre ativos virtuais" por Pedro J. T. C. Torres e Spencer Sydow.

  • Federalismo e competências legislativas: A análise da distribuição de competências entre União, estados, Distrito Federal e municípios, conforme a Constituição de 1988.
  • Ativos virtuais e a Constituição: A ausência de referência a ativos virtuais no rol de competências legislativas privativas da União e a interpretação sobre sua natureza jurídica.
  • Conceituação de ativos virtuais: A falta de uma definição internacional uniforme e a interpretação funcional proposta pelo Gafi sobre ativos virtuais.
  • Regulamentação do mercado: O papel da Lei nº 14.478/2022 como o Marco Legal dos Criptoativos e as competências atribuídas ao Banco Central e a outros órgãos reguladores.
  • Características dos ativos virtuais: A diferença entre ativos virtuais e moeda, incluindo a análise das propriedades que definem sua natureza como ativos e não como parte do sistema monetário.
  • Legislação estadual e sua viabilidade: A possibilidade dos estados exercerem competência legislativa sobre ativos virtuais na ausência de norma geral federal.
  • Iniciativas legislativas estaduais: Exemplos de projetos de lei no Rio Grande do Sul e em Rondônia que visam a utilização de ativos virtuais para pagamento de tributos.
  • Incentivo às empresas do setor: Propostas de políticas públicas que visam atrair empresas do setor de ativos virtuais, combinando incentivos fiscais e linhas de crédito.
  • Impacto no setor imobiliário: A potencialidade de integrar ativos virtuais nas transações imobiliárias e criar incentivos para a mineração de Bitcoin.
  • Políticas no turismo: A criação de destinos “cripto-friendly” e a aceitação de ativos virtuais em serviços turísticos.
  • Reflexão sobre o papel dos estados: A análise da necessidade de protagonismo legislativo dos estados na regulação de ativos virtuais em um cenário jurídico em evolução.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Spencer Toth SydowMestre e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Também é especialista em Ensino Jurídico, Direito Penal, Processo Penal, Criminologia e Política Criminal. Como professor, atua em cursos de graduação, pós-graduação e preparatórios. Advogado, autor de livros. Ator em Voz. Narrador. Diretor.

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