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Obsolescência programada de um android(e)

O artigo aborda a obsolescência programada no contexto da tecnologia, utilizando a experiência pessoal do autor, Salah Khaled Jr., com um celular S3 Mini. Ele critica como os fabricantes forçam a troca de dispositivos, tornando aplicativos mais pesados, e revela a frustração de ser obrigado a adquirir um novo celular. O texto destaca a relação entre consumo, status e a percepção de funcionalidade em aparelhos eletrônicos.

Salah Khaled
15 jun. 2015 8 acessos
Obsolescência programada de um android(e)

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O artigo aborda a obsolescência programada no contexto da tecnologia, utilizando a experiência pessoal do autor, Salah Khaled Jr., com um celular S3 Mini. Ele critica como os fabricantes forçam a troca de dispositivos, tornando aplicativos mais pesados, e revela a frustração de ser obrigado a adquirir um novo celular. O texto destaca a relação entre consumo, status e a percepção de funcionalidade em aparelhos eletrônicos.

Publicado no Empório do Direito

Por Salah H. Khaled Jr. - 14/06/2015

Entendam o post como um desabafo. Sou (in)feliz proprietário de um S3 Mini (I8190L). Sim, sei o que você pode estar pensando. Pobre coitado, com um celular desses e ainda quer reclamar. Não posso condená-lo por pensar assim. Mas eis o meu ponto: desde o início do milênio eu sempre tive desprezo pelo fetiche em torno dos celulares. Brincava com meus alunos nos tempos de ensino médio: o celular tinha deixado de ser um aparelho com sentido funcional. Tinha se tornado um símbolo de status. Atender o telefone significava dizer algo sobre o poder de consumo do sujeito e, logo, sobre a sua condição de indivíduo bem sucedido na dinâmica capitalista.

Por aí se percebe que eu sempre me contentei com um celular funcional. Nunca me preocupei em aparecer para quem quer que fosse com o aparelho. Cumprindo o que se esperava já era mais do que suficiente. E assim vinha sendo até os últimos meses. Tenho o aparelho há cerca de dois anos. Até dois meses atrás, dava conta do recado perfeitamente. Mas tenho observado um fenômeno que simplesmente está enterrando o aparelho: as atualizações obrigatórias. No último mês em particular, o facebook e o whatsapp estão se tornando praticamente inutilizáveis. O celular está se comportando como um computador 486 tentando rodar Windows 8, ou seja, uma verdadeira carroça.

Aparentemente os fabricantes arranjaram um meio de obrigar o consumidor a trocar de celular: não há como utilizar as versões antigas dos aplicativos e as versões novas estão ficando cada vez mais “pesadas” para o velho S3. Não é difícil perceber que em breve o celular (perfeitamente funcional e intacto em todos os sentidos) ficará completamente obsoleto.

Mas eu não tenho a menor intenção de trocar de celular a cada ano. Isso é ridículo. Agora não se contentam mais com a turminha que quer ostentar por aí? Não quero outro celular e estão me obrigando a comprar outro, como se necessário fosse. Chamem o PROCON: isso é fraude contra o consumidor, por mais velada de seja!

Trocar de celular está deixando de ser uma opção e está se tornando uma obrigação... alguém se identifica?

PS: Obsolescência programada is the name of the game. Obrigado pela dica, amigos. Oremos.

Salah Hassan Khaled Junior é Doutor e Mestre em Ciências Criminais, Mestre em História e Especialista em História do Brasil. Atualmente é Professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande, Professor permanente do PPG em Direito e Justiça Social

Imagem Ilustrativa do Post: Evolution // Foto de: MikeyP // Sem alterações Disponível em: https://www.flickr.com/photos/11299741@N00/3238006290 Licença de uso: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/legalcode

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Salah KhaledDoutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS) e mestre em História (UFRGS), bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS) e licenciado em História (FAPA). Professor associado de Criminologia, Direito Penal e Processual Penal da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Presidente do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural. É autor de \"Criminologia Cultural Periférica\", \"A Busca da Verdade no Processo Penal: Para Além da Ambição Inquisitorial\" e de dezenas de outros livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas científicas.

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