

A cabeça bem-feita de morin
O artigo aborda a obra de Edgar Morin, que discute a importância de uma educação transformadora, focada na formação de cidadãos críticos e informados, em oposição à hiperespecialização atual que fragmenta o conhecimento. Morin enfatiza que a educação deve promover a curiosidade, a dúvida e a capacidade de contextualizar saberes, propondo um pensamento integrado que une as humanidades e ciências. Por fim, destaca a relevância da literatura e das artes no processo educativo, encapsulando ideias sobre a condição humana e a construção de um futuro mais compreensivo e solidário.
Artigo no Empório do Direito
Edgar Morin, sociólogo francês e um dos mais sofisticados pensadores contemporâneos – autor do clássico “O Método” -, tendo como mote a frase de Montaigne – “mais vale uma cabeça bem-feita que bem cheia” -, escreveu “A Cabeça Bem-Feita – Repensar a Reforma & Reformar o Pensamento”, dirigido, particularmente, para docentes e estudantes e, mais ainda especialmente, para estes que se entendiam, desanimam, deprimem ou se aborrecem com o ensino atual, a fim de que, a partir da leitura da obra, possam “assumir sua própria educação.”
Trata-se de um livro, como o próprio autor afirma, “dedicado, de fato, à educação e ao ensino”, visto aqui (o ensino) não como uma mera transmissão de saber, mas, para muito mais além, uma transferência de “uma cultura que permita compreender nossa condição e nos ajude a viver, e que favoreça, ao mesmo tempo, um modo de pensar aberto e livre.”
A educação, por outro lado, como algo que “pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, e nos ensinar a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas.”
Definitivamente, é um livro prenhe de lições para professores, professoras, alunos e alunas. Aliás, lembra em muito aspecto, os temas e os enfrentamentos encontrados nas obras de Freire, o nosso maior educador.
Com efeito, lendo-se as obras de Paulo Freire não é difícil encontrar – muito pelo contrário – incríveis semelhanças entre o brasileiro e o pensador francês (sem indevidas comparações, por óbvio!). Diz Morin – o “arquiteto da complexidade” -, por exemplo, que a “educação deve contribuir para a auto formação da pessoa (ensinar a assumir a condição humana, ensinar a viver) e ensinar como se tornar cidadão”, definido, em uma Democracia, “por sua solidariedade e responsabilidade em relação a sua pátria.”
Desde o início, Morin sustenta que nos tempos atuais – eu diria neoliberais – há o que ele chama de uma “hiperespecialização”, “ou seja, a especialização que se fecha em si mesma sem permitir sua integração em uma problemática global ou em uma concepção de conjunto do objeto do qual ela considera apenas um aspecto ou uma parte.”
Este fenômeno, a um só tempo, fragmenta o global e dilui o essencial, separando disciplinas, dissociando os problemas, reduzindo e decompondo o complexo, fazendo com que “as mentes jovens percam suas aptidões naturais para contextualizar os saberes e integrá-los em seus conjuntos”, pois o progresso do conhecimento reside mais na “capacidade de contextualizar e englobar” do que na “sofisticação, formalização e abstração.” De uma tal maneira “que a aptidão para contextualizar e integrar é uma qualidade fundamental da mente humana, que precisa ser desenvolvida, e não atrofiada.”
Na contemporaneidade, especialmente com o acesso a várias mídias e ciências, há “uma expansão descontrolada do saber e um crescimento ininterrupto dos conhecimentos, construindo uma gigantesca torre de Babel, que murmuram linguagens discordantes.”
Ora, como “as informações constituem parcelas dispersas de saber”, afogando-nos a todos, “o conhecimento só é conhecimento enquanto organização, relacionado com as informações e inserido no contexto destas.”
O pensamento, portanto, não pode isolar e separar, mas antes e pelo contrário, deve distinguir e unir: “é preciso substituir um pensamento disjuntivo e redutor por um pensamento do complexo.”
A partir dessa reflexão, Morin constata “a grande separação entre a cultura das humanidades e a cultura científica.” Enquanto a primeira (a cultura humanística) é “genérica e alimenta a inteligência geral, seja a partir da filosofia, do ensaio ou do romance, enfrentando as grandes interrogações humanas, estimulando a reflexão sobre o saber e favorecendo a integração pessoal dos conhecimentos”, a segunda (a cultura científica) “separa as áreas do conhecimento que, nada obstante acarretar admiráveis descobertas e teorias geniais, não permite uma reflexão sobre o destino humano e sobre o futuro da própria ciência, tornando-se incapaz de pensar sobre si mesma e de pensar os problemas sociais e humanos que coloca, encarando a cultura das humanidades apenas como uma espécie de ornamento ou luxo estético.”
A propósito, veja-se o caso brasileiro, em que o próprio Presidente da República defende explicitamente a descentralização dos investimentos para os cursos de Filosofia e Sociologia no País. Segundo ele, “a função do governo é respeitar o dinheiro do pagador de impostos, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta.”[1]
Nada tão redutor!
Qual a consequência desse conhecimento meramente técnico-científico atual? Responde Morin: “o cidadão é despojado de qualquer ponto de vista globalizante ou pertinente”, causando, inclusive e principalmente, “uma grande regressão da democracia”, subtraindo do cidadão o seu direito a um conhecimento global, “muito mal compensado pela vulgarização da mídia.” É urgente, portanto, que formemos cidadãos “capazes de enfrentar os problemas de sua época”, freando “o enfraquecimento democrático” causado pela “expansão da autoridade dos experts, especialistas de toda ordem, que restringe progressivamente a competência dos cidadãos.”
Neste aspecto, não se pode aceitar passivamente que os cidadãos estejam condenados “à aceitação ignorante das decisões daqueles que se presumem sabedores, mas cuja inteligência é míope, porque fracionária e abstrata.” Eis, para Morin, “uma condição sine qua non para sairmos de nossa barbárie.” (grifei, pois bem adequado ao caso brasileiro).
Voltando a Montaigne, Morin explica que “uma cabeça bem cheia é aquela onde o saber é acumulado, empilhado, e não dispõe de um princípio de seleção e organização que lhe dê sentido”, ao contrário de uma “cabeça bem-feita” que, “em vez de acumular saber, sabe que o mais importante é dispor ao mesmo tempo de uma aptidão geral para colocar e tratar os problemas e de princípios organizadores que permitam ligar os saberes e lhes dar sentido”, pois “quanto mais desenvolvida é a inteligência geral, maior é sua capacidade de tratar problemas especiais.”
Segundo o autor, é preciso, desde a infância e também na adolescência, estimular ou despertar (se estiver adormecida) a dúvida (“fermento de toda atividade crítica”), a curiosidade e a “aptidão interrogativa”, orientando-se “para os problemas fundamentais de nossa própria condição e de nossa época.” Afinal, “conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas dialogar com a incerteza.”
Neste sentido, ao contrário do que pensam nossos atuais governantes, “a filosofia deve contribuir eminentemente para o desenvolvimento do espírito problematizador”, pois se trata, “acima de tudo, de uma força de interrogação e de reflexão, dirigida para os grandes problemas do conhecimento e da condição humana.”
Retomando Pascal, Morin adverte para a necessidade (desde o ensino primário) de privilegiar a ligação dos conhecimentos e não a sua separação (fragmentação). Pois, como dizia Pascal, é “impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, assim como conhecer o todo sem conhecer, particularmente, as partes…”
Agora sustentado em Durkheim, Morin estabelece como objetivo da educação não somente o de transmitir conhecimentos “sempre mais numerosos ao aluno”, mas, sobretudo, ensinar a viver e a transformar o conhecimento adquirido em “sapiência”.
A importância da literatura (e das artes em geral, como o cinema) também é enfatizada de modo muito especial por Morin, especialmente para o estudo da condição humana, pois mostram “os caracteres essenciais, subjetivos, afetivos do ser humano”, revelando “a universalidade da condição humana, ao mergulhar na singularidade de destinos individuais localizados no tempo e no espaço.” A literatura, desde o século XIX, “de Balzac a Dostoievsky e a Proust, restituíram a complexidade humana, que se esconde sob as aparências de simplicidade”, desvelando “os indivíduos, sujeitos de desejos, paixões, sonhos, delírios; envolvidos em relacionamentos de amor, de rivalidade, de ódio; submetidos a acontecimentos e acasos, vivendo seu destino incerto.” Montaigne, Cervantes, Kundera e Shakespeare também são referências literárias citadas por Morin.
A poesia, por exemplo, mostra-nos “a dimensão poética da existência humana”, e que estamos “destinados ao deslumbramento, ao amor, ao êxtase”, pondo-nos “em comunicação com o mistério, que está além do dizível.”
A literatura, a poesia e o cinema são verdadeiras “escolas de vida, em seus múltiplos sentidos”, pois reveladores da miséria humana “e de sua grandeza trágica, com o risco de fracasso, de erro, de loucura.”
Enfim, a arte – “verdadeira escola da compreensão” – é capaz de nos ensinar (principalmente, aos mais jovens) “as maiores lições da vida: a compaixão pelo sofrimento de todos os humilhados e a verdadeira compreensão.” Só assim seremos capazes de “sentir e conceber os humanos como sujeitos, abrindo-nos a seus sofrimentos e suas alegrias”, possibilitando, ademais, “lutar contra o ódio e a exclusão.”
Afinal, diz ele: “vivemos em um mundo de incompreensão entre estranhos, mas também entre membros de uma mesma sociedade, de uma mesma família, entre parceiros de um casal, entre filhos e pais.”
Morin também adverte acerca do fenômeno do autoengano, da ilusão, “da mentira para si mesmo”, fruto de um “egocentrismo auto justificador e a transformação do outro em bode expiatório”, concorrendo para isso “as seleções da memória que eliminam o que nos incomoda e embelezam o que nos favorece.”
Ao contrário, precisamos entender que o sentido da vida humana “não está tanto nas necessidades utilitárias – às quais ninguém consegue escapar -, mas na plenitude de si e na qualidade poética da existência”, afinal a nossa “vida é uma aventura e todo destino humano implica uma incerteza irredutível, até na absoluta certeza, que é a da morte, pois ignoramos a data” e, portanto, devemos “estar plenamente conscientes de participar da aventura da humanidade, que se lançou no desconhecido em velocidade, de agora em diante, acelerada.”
Estudando a Universidade, Morin encontra nela três características primordiais: ela deve ser, a um só tempo, conservadora, regeneradora e geradora: conservadora, pois “memoriza, integra, ritualiza uma herança cultural de saberes, ideias, valores”; regeneradora, porque vivifica essa “herança ao reexaminá-la, atualizá-la, transmiti-la”; e, por fim, também geradora, já que produz “saberes, ideias e valores que passam, então, a fazer parte da herança.”
Neste sentido, a autonomia da Universidade é fundamental para que ela possa executar a sua missão e a sua função transnacional e transecular, “que vão do passado ao futuro, passando pelo presente.” Ela não pode ser uma “máquina de produção e consumo”, mas um ambiente de “conservação, transmissão e enriquecimento de um patrimônio cultural.” Eis a sua missão!
É necessário, portanto, estarmos atentos para que não se submeta o ensino e a pesquisa “às demandas econômicas, técnicas e administrativas do momento”, marginalizando “a cultura humanista”, como pretende, ao que parece (e como já referi acima), o governo brasileiro.[2]
Conformar-se ao mercado, reduzindo o papel do ensino, antes de ser um “indício de vitalidade” (como pode parecer para alguns neoliberais), antes pelo contrário, trata-se de um “prenúncio de senilidade e morte pela perda da substância inventiva e criadora.”
Morin constata algo que a mim me parece ser tão verdadeiro, quanto preocupante: “a imensa máquina da educação é rígida, inflexível, fechada, burocratizada”, com “professores instalados em seus hábitos e autonomias disciplinares”, comportando-se “como os lobos que urinam para marcar seu território e mordem os que nele penetram (Curien)”; daí a razão de tanta (e “obtusa”) resistência, “inclusive entre os espíritos refinados: para eles, o desafio é invisível”, a tal ponto que “a cada tentativa de reforma, mínima que seja, a resistência aumenta.”
Por fim, lembra da pergunta de Marx, em uma de suas teses sobre Feuerbach: “quem educará os educadores?” Ele, então, responde:
“Será uma minoria de educadores, animados pela fé na necessidade de reformar o pensamento e de regenerar o ensino, aqueles educadores que já têm, no íntimo, o sentido de sua missão, uma missão de transmissão, o que exige, além da competência e de uma técnica, uma arte, enfim, o eros (Platão) que é, a um só tempo, desejo e prazer (de transmitir) e amor (pelo conhecimento e pelos alunos)”, amor sem o qual “só há problemas de carreira e de dinheiro para o professor; e de tédio para os alunos.”
Que aprendamos todos nós!
Notas e ReferêNcias
[1] https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/04/bolsonaro-propoe-reduzir-verba-para-cursos-de-sociologia-e-filosofia-no-pais.shtml, acessado em 12 de julho de 2019.
[2] https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/04/bolsonaro-propoe-reduzir-verba-para-cursos-de-sociologia-e-filosofia-no-pais.shtml, acessado em 12 de julho de 2019.
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