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Artigos Empório do Direito – O furto, o concurso de pessoas e o princípio da insignificância: o stf reitera o seu entendimento

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ARTIGO

O furto, o concurso de pessoas e o princípio da insignificância: o stf reitera o seu entendimento

O artigo aborda a recente decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que absolveu um casal em situação de rua, condenado por tentativa de furto de itens de baixo valor, com aplicação do princípio da insignificância. A decisão ressaltou a mínima ofensividade da conduta e a ausência de periculosidade social, considerando a vulnerabilidade econômica dos envolvidos e a devolução dos produtos ao supermercado, além de discutir o concurso de pessoas. A ministra Cármen Lúcia destacou que a ...

Rômulo Moreira
22 abr. 2021 26 acessos
O furto, o concurso de pessoas e o princípio da insignificância: o stf reitera o seu entendimento

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que absolveu um casal em situação de rua condenado por tentativa de furto qualificado, destacando a aplicação do princípio da insignificância, que visa evitar a penalização de atos que, apesar de tipificados como crime, apresentam pouca lesividade ao bem jurídico tutelado.

A análise do caso inclui a descrição dos produtos furtados, que totalizavam um valor de R$ 155,88 e não chegaram a ser efetivamente subtraídos, uma vez que foram devolvidos ao supermercado. Também é discutido o conceito de concurso de pessoas no contexto da reprovabilidade da conduta, com a argumentação de que tal circunstância não deve automaticamente afastar a aplicação do princípio da insignificância. A decisão enfatiza a vulnerabilidade econômica do casal e a inexpressividade da lesão jurídica causada, reforçando que a norma penal deve ser aplicada de maneira proporcional à gravidade do fato.

O artigo ainda aborda as origens do princípio da insignificância e sua fundamentação em conceitos de lesividade e relevância social, reiterando a ideia de que a penalização deve ser reservada a situações que efetivamente causem dano relevante ao bem jurídico, propondo um olhar mais humanizado e condizente com a realidade social ao se tratar de pequenos delitos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O furto, o concurso de pessoas e o princípio da insignificância: o STF reitera o seu entendimento" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Decisão do STF: A Segunda Turma do STF absolveu um casal em situação de rua condenado por tentativa de furto, aplicando o princípio da insignificância.
  • Contexto do caso: A tentativa de furto envolveu produtos de baixo valor, totalizando R$ 155,88, que foram restituídos ao supermercado, caracterizando a atipicidade da conduta.
  • Princípio da insignificância: A aplicação desse princípio baseou-se em critérios como mínima ofensividade, ausência de periculosidade social e inexpressividade da lesão jurídica.
  • Situação de vulnerabilidade: A decisão ressaltou a situação de vulnerabilidade econômica do casal, que também contribuiu para a avaliação da conduta como de baixo grau de reprovabilidade.
  • Concurso de pessoas: O artigo discute que a circunstância de concurso de pessoas não afasta automaticamente a aplicação do princípio da insignificância, devendo ser analisada caso a caso.
  • Fundamentação dogmática: A decisão reafirma a ideia de que a norma penal visa proteger bens jurídicos relevantes e que a punição deve ser proporcional gravidade do ato.
  • Origem do princípio: O princípio da insignificância remonta ao trabalho de legalistas como Claus Roxin e Claus Tiedemann, que abordaram a questão de delitos de bagatela.
  • Máxima lesividade: Destaca-se a necessidade de um efeito lesivo concreto para justificar a intervenção do direito penal, enfatizando a irrelevância do fato do ponto de vista penal.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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