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Artigos Conjur – Nunes: A supervisão humana das decisões de IA reduz os riscos?

ARTIGO

Nunes: A supervisão humana das decisões de IA reduz os riscos?

O artigo aborda os riscos associados ao uso de inteligência artificial na tomada de decisões sensíveis, especialmente no campo jurídico. O autor, Dierle Nunes, destaca a problemática dos vieses algorítmicos, que podem resultar em injustiças, e questiona a eficácia da supervisão humana como mitigadora desses problemas, enfatizando que a falibilidade humana pode exacerbar preconceitos já existentes nas decisões automatizadas. A análise sugere que a implementação de IA requer cuidadoso monitoram...

Dierle Nunes
25 jun. 2021 20 acessos
Nunes: A supervisão humana das decisões de IA reduz os riscos?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crescente preocupação com o uso de inteligência artificial (IA) na tomada de decisões sensíveis, especialmente no campo jurídico, e os riscos associados à presunção de que a supervisão humana pode mitigar esses riscos.

Discute os vieses dos modelos algorítmicos, que podem levar a resultados injustos devido a datasets incompletos, padrões ocultos e a opacidade dos processos de decisão, e destaca iniciativas para desenviesar modelos e criar IAs explicáveis (XAI). O texto menciona a percepção de que a supervisão humana é insuficiente para impedir discriminações, citando exemplos de falhas em sistemas como o Compas, utilizados como suporte por juízes.

Além disso, traz à tona o viés de automação, onde humanos tendem a confiar excessivamente em decisões algorítmicas, e o fenômeno da aversão algorítmica, onde erros de máquinas geram desconfiança maior do que erros humanos. Por fim, enfatiza a necessidade de um rigoroso monitoramento e cuidado na implementação de decisões automatizadas para evitar exacerbar preconceitos existentes na sociedade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "A supervisão humana das decisões de inteligência artificial reduz os riscos?" escrito por Dierle Nunes.

  • Uso de Inteligência Artificial na Tomada de Decisões Sensíveis: A crescente preocupação com o emprego de sistemas de IA em áreas sensíveis, incluindo o campo jurídico.
  • Vieses Algorítmicos: A análise dos problemas dos vieses nos modelos algorítmicos que geram injustiças com base em dados incompletos ou manipulados, e a discussão sobre as consequências desses vieses no sistema judiciário.
  • Regulações e Iniciativas: Iniciativas de desenviesamento e a busca por IAs explicáveis (XAI), além da necessidade de normas éticas, como a resolução 332 do CNJ.
  • Supervisão Humana: A crença de que a supervisão humana pode mitigar os riscos associados a decisões algorítmicas, considerando a complexidade da intervenção humana na prática.
  • Exemplos de Preconceitos em IA: Discussão sobre falhas clássicas de softwares de avaliação de risco, como o Compas, que prejudicaram minorias raciais, mesmo sob supervisão humana.
  • Vieses Cognitivos Humanos: O impacto dos vieses de cognição na percepção e aceitação de decisões algorítmicas, discutindo como os seres humanos podem falhar ao confiar cegamente em máquinas.
  • Automação e Responsabilidade: A tensão entre a eficácia dos sistemas automatizados e a tendência dos operadores de abrirem mão da responsabilidade ao considerarem a IA como autoridade decisória.
  • Aversão Algorítmica: O fenômeno de aversão a decisões algorítmicas e como isso afeta a confiança dos humanos nas máquinas, resultando em escolhas tendenciosas baseadas em preconceitos.
  • Conclusão sobre Decisões Sensíveis: A necessidade de um monitoramento rigoroso na automação decisória para evitar erros e discriminação, ressaltando a inadequação da crença de que supervisão humana é suficiente para lidar com vieses algorítmicos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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