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Artigos Conjur – Internação compulsória: saúde mental entre humanização e populismo manicomial

ARTIGO

Internação compulsória: saúde mental entre humanização e populismo manicomial

O artigo aborda a crescente defesa da internação compulsória de usuários de drogas, especialmente em cenários públicos como "cracolândias", destacando a tensão entre a humanização do tratamento e o populismo manicomial. O autor critica a lógica política que ignora os direitos humanos e as diretrizes das leis de saúde mental em nome de um discurso punitivo, que reforça estigmas e desvia a atenção das falhas dos serviços sociais. A análise inclui a urgência de um debate qualificado sobre a inte...

Cristiano Avila Maronna
24 nov. 2023 24 acessos
Internação compulsória: saúde mental entre humanização e populismo manicomial

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da internação compulsória de pessoas com problemas relacionados ao uso de substâncias, discutindo a polarização entre a humanização do tratamento de saúde mental e a tendência populista de recorrer ao confinamento.

O texto destaca a crescente defesa da internação compulsória especialmente para usuários de drogas em situação de rua, analisando a influência das leis brasileiras sobre saúde mental, como a Lei Antimanicomial e a Lei de Drogas, que priorizam o tratamento em liberdade em vez do confinamento. Além disso, enfatiza o papel do "pânico moral" e do discurso prohibicionista que favorecem a violação de direitos humanos e desviam a atenção dos problemas sociais mais amplos que causam a vulnerabilidade dessas populações.

O artigo narra exemplos de declarações de políticos em favor da internação compulsória, indicando uma tendência de criminalização e estigmatização de usuários de drogas, ao mesmo tempo em que critica a falta de transparência nas políticas públicas relacionadas a esse tema. Por fim, menciona a importância de qualificar o debate sobre a internação compulsória, ligando-o a reflexões anteriores do autor, como sua dissertação e livro sobre a legislação de drogas e sua interpretação à luz da liberdade individual.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Internação compulsória: saúde mental entre humanização e populismo manicomial" de Cristiano Avila Maronna.

  • Internação compulsória como solução? Discussão sobre a internação compulsória de usuários problemáticos de drogas e sua aceitação como solução para o abuso e dependência.
  • Legislação vigente: A Lei nº 10.216/01 e a Lei nº 11.343/06 estabelecem a necessidade de tratamento em liberdade, com internação apenas em casos excepcionais.
  • Populismo manicomial: Análise do discurso popular que defende a internação em massa, ignorando os princípios da reforma psiquiátrica e os direitos humanos.
  • Pânico moral e política: A utilização do pânico moral na política para desviar o foco dos direitos sociais e reforçar medidas repressivas.
  • Cracolândias e estigmas sociais: A percepção negativa em relação aos usuários de drogas, ignorando o contexto social e econômico que muitos enfrentam.
  • Propostas de prefeitos: Exemplos de propostas de prefeitos do Rio de Janeiro e São Paulo em defesa da internação compulsória de usuários de drogas.
  • Medidas judiciais e direitos humanos: Discussão sobre a tentativa de judicializar a internação compulsória e suas implicações legais e éticas.
  • Falta de transparência nas políticas de drogas: Críticas sobre a falta de clareza nas ações propostas no Plano Plurianual do estado de São Paulo.
  • Qualificação do debate: A importância de qualificar a discussão sobre internação compulsória à luz da liberdade e direitos humanos, com base em pesquisas e obras do autor.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Cristiano Avila MaronnaAdvogado. Mestre e doutor em direito penal pela USP. Autor de Lei de Drogas interpretada na perspectiva da liberdade (Contracorrente, 2022). Diretor da Plataforma Justa. Membro da Rede Reforma e do Repensando a Guerra às Drogas. Representante da OABSP no Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de São Paulo - Comuda. Ex Conselheiro Seccional da OABSP. Ex Presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais IBCCRIM. Ex Secretário Executivo da Plataforma Brasileira de Política de Drogas PBPD.

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