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Artigos Conjur – A inconvencionalidade da prisão antecipada à luz do princípio pro homine

ARTIGO

A inconvencionalidade da prisão antecipada à luz do princípio pro homine

O artigo aborda a inconstitucionalidade da prisão antecipada tendo como base o princípio pro homine, destacando a necessidade de respeito à presunção de inocência garantida pela Constituição brasileira. Os autores analisam decisões do Supremo Tribunal Federal e apontam a tensão entre a tradição punitivista no sistema de Justiça e os compromissos internacionais em direitos humanos, defendendo a interpretação que prioriza a proteção dos direitos da pessoa humana. A discussão evidencia a importâ...

Juliano Leonel, Paulo Thiago Dias
12 abr. 2018 21 acessos
A inconvencionalidade da prisão antecipada à luz do princípio pro homine

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a inconvencionalidade da prisão antecipada à luz do princípio pro homine, analisando temas como a presunção de inocência garantida pelo artigo 5º, LVII, da Constituição Brasileira, e a sua violação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamentos que permitiram a execução antecipada de penas antes do trânsito em julgado.

Discute a fragilidade dos argumentos que defendem essa prática, a divisão na comunidade jurídica entre defensores dos direitos humanos e aqueles que apoiam uma abordagem punitiva, e a utilização equivocada de tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como justificativa para prisões arbitrárias. O texto também ressalta a importância do diálogo entre normas internas e internacionais, defendendo que a Constituição brasileira, ao proteger a dignidade da pessoa humana, deve prevalecer sobre normas internacionais menos protetivas, fundamentando-se no princípio pro homine, que orienta a aplicação da norma mais favorável aos direitos humanos.

Por fim, o artigo conclama o STF a respeitar a Constituição e os tratados internacionais, superando a interpretação autoritária do processo penal no sistema de justiça criminal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A inconvencionalidade da prisão antecipada à luz do princípio pro homine" de Juliano de Oliveira Leonel e Paulo Thiago Fernandes Dias.

  • Princípio da Presunção de Inocência: Discussão sobre a necessidade de aguardar o trânsito em julgado da condenação conforme o artigo 5º, LVII, da Constituição Brasileira.
  • Julgamento do Habeas Corpus 126.292/SP: Análise da decisão do STF que permitiu a execução antecipada da pena, desrespeitando a presunção de inocência e as normas constitucionais.
  • Divisão da Comunidade Jurídica: Identificação das divergências entre os defensores da presunção de inocência e os que apoiam a execução antecipada da pena.
  • Nota Técnica dos Propositores de Execução Antecipada: Análise dos argumentos apresentados por membros do Judiciário e do Ministério Público que defendem a possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado.
  • Tratados Internacionais e Direitos Humanos: Discussão sobre a utilização inadequada de tratados internacionais para justificar a execução antecipada da pena, destacando a natureza arbitrária da prisão sem julgamento definitivo.
  • Diálogo entre Normas Internas e Internacionais: Análise da complementaridade das normas de direitos humanos, defendendo que a Constituição Brasileira deve prevalecer no contexto da proteção dos direitos humanos.
  • Princípio Pro Homine: Abordagem do princípio pro homine e sua importância na aplicação das normas que protegem os direitos humanos, enfatizando a norma mais protetiva.
  • Expectativas do Julgamento das ADCs 43 e 44: Esperanças de que o STF retome a interpretação que respeite não apenas a Constituição, mas também as convenções internacionais sobre direitos humanos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Juliano LeonelDoutor em ciências criminais pela PUCRS Professor universitário Defensor Público
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Paulo Thiago DiasDoutor em Direito Público (UNISINOS), Mestre em Ciências Criminais (PUCRS), Bacharel em Direito (UFPA), Professor Universitário (CEUMA e UEMASUL), Advogado, Autor do livro “A decisão de pronúncia baseada no in dubio pro societate: um estudo crítico sobre a valoração da prova no processo penal constitucional”.

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