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Artigos Empório do Direito – Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva¹

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ARTIGO

Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva¹

O artigo aborda a problemática da utilização da "ordem pública" como justificativa para a decretação da prisão preventiva, evidenciando a falta de precisão semântica deste conceito. Os autores argumentam que a gravidade do crime não pode ser usada como justificativa isolada para a prisão, pois isso antecipa a decisão sobre a autoria, o que fere a presunção de inocência e carece de fundamentação legal adequada. A crítica se concentra na necessidade de respeito aos requisitos processuais, enfat...

Paulo Silas Filho
25 fev. 2018 13 acessos
Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva¹

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da utilização do requisito da ordem pública como fundamento para a decretação de prisão preventiva no sistema jurídico brasileiro, destacando a imprecisão semântica e a manipulação retórica que permeiam esse conceito.

Inicialmente, discute-se a prevalência desse requisito nas decisões judiciais, evidenciando a falta de rigor na sua aplicação e a confusão com outras questões, como a periculosidade do réu e o clamor público. Além disso, é ressaltada a importância de que os argumentos para a prisão preventiva sejam estritamente vinculados a fatores processuais e não a meras suposições fáticas. O texto critica a tendência de considerar a gravidade do crime como justificativa única para a medida cautelar, ressaltando que tal abordagem compromete a presunção de inocência e antecipa a decisão sobre a autoria do delito, o que fere princípios basilares do direito penal.

Finalmente, o autor defende que a prisão preventiva deve ser fundamentada em requisitos concretos e não em critérios vagos, alertando para o risco de decisões pautadas por fatores subjetivos, que deslegitimam o sistema jurídico e prejudicam os indivíduos alçados a tal medida.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva" por Paulo Silas Taporosky Filho.

  • Fundamento da ordem pública: A utilização do termo “ordem pública” como justificativa para a prisão preventiva, gerando confusão e imprecisões no seu conceito.
  • Manipulação retórica: A crítica à manipulação do conceito de ordem pública, que é usado de formas variadas, dificultando sua aplicação correta.
  • Requisitos do artigo 312 do CPP: A necessidade de fundamentação clara e precisa para a decretação da prisão preventiva, em conformidade com os requisitos legais.
  • Confusão entre fatores fáticos e processuais: A distinção necessária entre questões fáticas e processuais na fundamentação da prisão preventiva.
  • Gravidade do crime e presunção de inocência: A afirmação de que a gravidade do crime não pode ser utilizada como argumento isolado para a prisão cautelar, pois isso atenta contra a presunção de inocência.
  • Coerência na decisão judicial: A importância de manter coerência e legitimidade nos argumentos utilizados para fundar a prisão preventiva, evitando juízos baseados em fatores subjetivos.
  • Consequências da falta de critérios: A crítica aos prejuízos que a falta de critérios rigorosos na decisão sobre a prisão preventiva pode acarretar para o sistema jurídico e os direitos do acusado.
  • A natureza excepcional da prisão preventiva: A defesa de que a prisão preventiva deve ser justificada apenas por requisitos concretos, evitando generalizações e argumentos vagos.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Paulo Silas FilhoMestre em Direito; Especialista em Ciências Penais; Especialista em Direito Processual Penal; Especialista em Filosofia; Especialista em Teoria Psicanalítica; Bacharelando em Letras (Português); Professor de Processo Penal e Direito Penal (UNINTER e UnC); Advogado; Escritor; Membro da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR; Membro da Comissão de Assuntos Culturais da OAB/PR; Membro da Comissão de Advocacia Criminal da OAB/PR; Membro da Rede Brasileira de Direito e Literatura.

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