Defesa Social. Uma Visão Crítica Livro de bolso 1 janeiro 2015
O livro aborda a crítica à defesa social como um instrumento do poder punitivo, questionando se o direito penal realmente protege a sociedade ou apenas perpetua a repressão. A obra examina a evolução histórica dos discursos de defesa social, desde a Escola Clássica até a Escola Positiva, evidenciando a reconfiguração das ciências penais em contextos autoritários. Além disso, analisa como as diversas concepções de defesa social se ajustam às relações de poder e ao controle social repressivo, r...

O livro aborda a crítica à defesa social como um instrumento do poder punitivo, questionando se o direito penal realmente protege a sociedade ou apenas perpetua a repressão. A obra examina a evolução histórica dos discursos de defesa social, desde a Escola Clássica até a Escola Positiva, evidenciando a reconfiguração das ciências penais em contextos autoritários. Além disso, analisa como as diversas concepções de defesa social se ajustam às relações de poder e ao controle social repressivo, revelando o impacto dessas ideias na proteção da ordem social.

Defesa Social. Uma Visão Crítica Livro de bolso 1 janeiro 2015
A defesa social constitui uma armadilha discursiva acerca dos fundamentos do poder punitivo. O direito penal e o processo penal servem para defender a sociedade contra o crime e os criminosos? Juristas e população, em geral acreditam que sim, que ambos são instrumentos de defesa social. Este livro ambiciona mostrar os perigos dos discursos de defesa social, tomando-os em sua perspectiva histórica e relações de poder, desde a chamada Escola Clássica do Direito Penal, em que a defesa social era a proteção do indivíduo contra o poder punitivo arbitrário, até a Escola Positiva Italiana, em que o Direito Penal ganhou a função concreta de defender a sociedade contra os indivíduos criminosos. Aborda-se, ainda, a reconfiguração das ciências penais da Escola Técnico-Jurídica, que expulsa a defesa social do Direito Penal e a acomoda na Política Criminal, elaborando o modelo de ciência penal mais apto à realização concreta dos ideais dos estados autoritários. Essa Escola extraía dos juristas a função de questionar o ordenamento jurídico que aplicavam, dando-lhes a função de proteger a sociedade de uma forma mais ampla: eliminando não apenas os criminosos, mas todo indivíduo considerado perigoso para a manutenção da ordem social. Muito mais que simples alterações semânticas, as várias concepções de defesa social e seu ajustamento discursivo às novas relações de poder e respectivas formas de controle social repressivo, de cada momento histórico, apresentam-se como um conjunto de ideias.
Nº 362.033 em Livro
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo















Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.