Biografia da loucura: a medida de segurança e as subjetividades dos internos nos hospitais de custódia para tratamento psiquiátrico - julho 2020
O livro aborda a realidade dos internos em hospitais de custódia para tratamento psiquiátrico, analisando a continuidade do estigma e da exclusão social enfrentada por esses indivíduos, mesmo após avanços na legislação antimanicomial. A obra defende a importância de romper o silêncio que envolve essa temática, evidenciando a resistência necessária para resgatar a cidadania e as subjetividades dos pacientes, que muitas vezes são desumanizados e tratados como perigosos pela sociedade. Com uma c...

O livro aborda a realidade dos internos em hospitais de custódia para tratamento psiquiátrico, analisando a continuidade do estigma e da exclusão social enfrentada por esses indivíduos, mesmo após avanços na legislação antimanicomial. A obra defende a importância de romper o silêncio que envolve essa temática, evidenciando a resistência necessária para resgatar a cidadania e as subjetividades dos pacientes, que muitas vezes são desumanizados e tratados como perigosos pela sociedade. Com uma crítica contundente à lógica de aniquilação das identidades, a autora destaca o papel da mídia e as práticas de contenção como elementos que perpetuam essa exclusão.

Biografia da loucura: a medida de segurança e as subjetividades dos internos nos hospitais de custódia para tratamento psiquiátrico - julho 2020
Alguns temas ao mesmo tempo que carregam o interesse coletivo, encontram no silêncio por detrás dos muros o mais completo desprezo. Por isso falar sobre o que se esconde e se finge não querer ver, nos ditos Hospitais de Custódia, mesmo depois da legislação antimanicomial, é uma atividade de resistência e, no fundo, de resgate da cidadania. Tidos com agentes econômicos nulos, enjeitados pela família e pelo Estado, ainda que com eventual boa vontade dos profissionais que os cuidam, a lógica oficial é a de aniquilação de subjetividades. Associa-se a pecha de imprevisível, de louco”, na melhor herança da Escola Positiva de Lombroso, sob o viés da não cessação da periculosidade. Quando parecia que se poderia racionalmente superar os estigmas etiológicos, surge uma conduta bárbara, vedete da mídia escorre sangue, pela qual se faz perder o trabalho democrático e, sob a tutela do medo, impõe-se exclusão e contenção (física e química). Aliás, a contenção química campeia em ambientes dessa ordem.
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