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Artigos Conjur – Precisamos falar do treinamento para o uso de inteligência artificial no direito

ARTIGO

Precisamos falar do treinamento para o uso de inteligência artificial no direito

O artigo aborda a crescente utilização de inteligência artificial generativa (IA Gen) no campo do direito, destacando a falta de treinamento e supervisão adequada que leva a problemas como a geração de informações imprecisas, conhecidas como "alucinações de IA." O autor, Dierle Nunes, frisa a necessidade de um letramento digital, com diretrizes claras para o uso responsável dessas tecnologias nas práticas jurídicas, enfatizando a importância da supervisão humana para garantir a precisão e con...

Dierle Nunes
24 mai. 2025 30 acessos
Precisamos falar do treinamento para o uso de inteligência artificial no direito
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crescente utilização de inteligência artificial generativa (IA Gen) no campo do direito desde novembro de 2022, destacando a facilidade de uso e os riscos associados à falta de treinamento.

Um tema central é o fenômeno das "alucinações de IA", onde sistemas geram informações falsas apresentadas como verdadeiras, resultando em multas e sanções em casos jurídicos, como exemplificado por decisões do STJ e de tribunais nos EUA. O texto discute a natureza probabilística das respostas de IA e a importância de supervisão humana rigorosa, ressaltando que a engenharia de prompt deve ser aplicada com precisão para evitar erros. Além disso, enfatiza a necessidade de verificação humana e estratégias como o Human-in-the-Loop para melhorar a confiabilidade das respostas geradas.

O conceito de "escrita distante", onde a IA atua como assistente na produção textual, também é apresentado, exigindo uma reconfiguração no entendimento da autoria. Por fim, o artigo sentencia que práticas de letramento digital em IA são essenciais para a ética e a responsabilidade na prática jurídica, recomendando a implementação de diretrizes e treinamento contínuo para advogados e juízes a fim de mitigar os riscos associados ao uso dessas tecnologias.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Precisamos falar do treinamento para o uso de inteligência artificial no direito" por Dierle Nunes.

  • Uso generalizado da IA Gen no direito: A crescente adoção de aplicações de inteligência artificial generativa, como ChatGPT, na prática jurídica devido à sua usabilidade.
  • Alucinações de IA: Problemas relacionados à geração de informações imprecisas ou fabricadas por sistemas de IA, e casos práticos ilustrando a questão de julgados inexistentes.
  • Consequências legais do uso inadequado: Exemplos de sanções a advogados por uso de IA sem verificação, com casos reportados no STJ e em cortes dos EUA, destacando a importância da revisão humana.
  • Natureza probabilística das respostas: O entendimento de que as respostas da IA são baseadas em padrões e não garantem veracidade, enfatizando a necessidade de supervisão humana.
  • Engenharia de prompt: Estratégias para formulários de comandos que reduzem o risco de alucinações, incluindo comandos detalhados e verificação de citações.
  • Importância da supervisão humana: O essencial papel da revisão humana na garantia da precisão e fiabilidade das informações geradas por IA no contexto jurídico.
  • Tendências e abordagens inovadoras: Discussão de abordagens como Human-in-the-Loop (HITL) e Retrieval-Augmented Generation (RAG) para mitigar erros e aumentar a robustez das respostas de IA.
  • Validação e cautela no uso: A necessidade de verificar as informações geradas pela IA em fontes confiáveis e a crítica à crença de que sistemas de IA podem ser completamente imunes a alucinações.
  • Escrita distante: Conceito de escrita em que o autor humano é mediador em vez de redator direto, destacando a nova dinâmica de produção de textos jurídicos.
  • Necessidade de letramento digital: A importância de treinamento e governança nas instituições jurídicas para um uso responsável e ético da IA generativa, conforme diretrizes da OAB e do CNJ.
  • Cuidado constante: A necessidade de cautela e desconfiança nos resultados da IA, promovendo um uso responsável e vigilante da tecnologia na prática jurídica.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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